BGS 2017: estudantes de universidade viajam para apresentar seus jogos

A Brasil Game Show 2017 conta com diversos stands para os visitantes jogarem os mais diversos games, que englobam jogos recém-lançados de grandes empresas de videogames e também jogos independentes que contam com auxílio de patrocínio para expor os projetos e ideias dos desenvolvedores de jogos.
Alunos da PUC - Rio vão à BGS 2017 divulgar seus trabalhos
Foto: Rodrigo Rosalinski
Porém, a BGS de 2017 traz um componente a mais cheio de força de vontade: os jogos Jesters de e Game of Games representam a possível união de projetos independentes de games com as universidades. O stand é dividido por dois grupos formados pelos estudantes Matheus Campioli, Pedro Velmovitsky, Rodrigo Labronici, Gabriel Rezende, Gabriel Araújo, Matheus Lourenço, Gabriel Bendia, Pedro de Sá e Ana Carolina Cardoso que, apesar de cursarem graduações diferentes, têm um objetivo em comum: criar jogos.
Jesters é um jogo para se divertir com os amigos em uma mesma rede. O “rei” recebe uma carta preta com uma pergunta para completar a frase. Os outros jogadores recebem cartas brancas com opções de resposta. A partir daí é o “rei” que define a melhor resposta.
“Por enquanto, essa é uma versão demo do app, então não temos ele lançado na App Store, mas já estamos desenvolvendo para Android além da versão para iOS. Queremos lançar no dia 8 de novembro.” — Gabriel Bendia
Equipe de Jesters na BGS 2017
Foto: Rodrigo Rosalinski
Game of games é um jogo de bastante inspirado em arcades antigos e jogos de plataforma. Há três níveis de dificuldade, mas o objetivo é simples: coletar um número suficiente de moedas para passar de nível que lembram bastante os clássicos Mario, Pac-Man e outros.
“A ideia é implementar várias fases. Nessa primeira versão da BGS tem a fase do Pong, Pac-Man e Mario e futuramente vamos trabalhar no lançamento que será em dezembro com mais fases, mais personagens e também uma loja para interagir.” — Matheus Campioli
Os grupos lutaram pelo seu espaço na maior feira de games da america latina e contaram com a ajuda da faculdade. Mesmo com um espaço ainda pequeno em relação a outros stands da BGS, a felicidade de estar presente com sua ideia em mãos é demonstrada em cada fala, fazendo questão de mostrar que estão dispostos a continuar na empreitada de games após a graduação.
“Na Puc, a gente tem o Rio Puc Games que foca no desenvolvimento de jogos, tem a Apple Developer Academy, que ensina programação para diversas disciplinas, temos engenheiros, designers, administradores dentre outros cursos que também aprendem programação e podem desenvolver seus próprios aplicativos.” — Pedro Velmovitsky
Equipe de Game of Games na BGS 2017
Foto: Rodrigo Rosalinski
A confiança dos alunos tem fundamento. Mesmo desenvolvendo jogos e projetos originais, a produção do game não basta para satisfazê-los e, por isso, ambos os grupos buscam divulgar seus jogos para amigos e pessoas interessadas em avaliá-los ainda em versão demo
“Toda semana a gente mostra para o pessoal jogar e eles dão feedbacks legais. Aqui na feira tivemos convidados VIPs super legais, algumas empresas de games deram feedbacks muito bons. A gente, inclusive, falou por acaso com o diretor da Ubisoft, ele passou aqui e nem sabíamos que era ele.”
Esse é o meu jogo!

O que você achou?